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Câmara não estipula prazo para votar os destaques
que faltam para aprovar o piso. Com isso, tramitação da matéria fica
adiada
Rodolfo
Torres
Apesar de aprovar com folga (322 votos favoráveis e 1
abstenção) um
destaque que estende os benefícios da PEC 300/08 aos inativos e aos
policiais e bombeiros militares dos ex-territórios do Amapá, Rondônia e
Roraima; deputados adiaram indefinidamente a votação da proposta que
cria o piso salarial nacional para essas categorias, além
da polícia civil. Para concluir a votação em primeiro turno, a Casa
ainda precisa votar quatro destaques à matéria, e não há previsão na
pauta para essas votações. Assim, a Câmara pretende passar à discussão
de outros assuntos, sem fixar prazo para concluir a votação do piso dos
policiais.
Do plenário da Câmara, vários deputados se revezaram
denunciando uma
eventual manobra para impedir a análise da matéria, que cria o piso
salarial provisório de R$ 3,5 mil e R$ 7 mil para praças e oficiais,
respectivamente.
“Isso é uma covardia que estão fazendo com os nossos
colegas da
segurança pública do nosso pais”, afirmou o deputado Ilderlei Cordeiro
(PPS-AC). A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) destacou que há “falta
de transparência” na votação da proposta de emenda constitucional. “A
maioria dos governadores dos grande estados está pressionando os líderes
e o governo... Se algum governador não puder pagar, que abra o jogo com
seus policiais.”
O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) chegou a convocar
os parlamentares
favoráveis à matéria para obstruir qualquer votação na Casa até que a
proposta seja analisada. “Os deputados que estão comprometidos com a PEC
300, estão comprometidos a demonstrar que não existe luta pela metade.
Se houver esse tipo de obstrução, temos o dever de obstruir todas as
matérias que estão nesse plenário.”
O deputado fluminense alertou que os demais destaques
à matéria mudam
substancialmente o que já foi aprovado. Conforme explicou, o baixo
quorum da Câmara seria um risco para a conquista dos policiais, uma vez
que os defensores da PEC teriam de reunir , no mínimo, 308 votos para
manter
o texto-base.
Para o deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), delegado
da Polícia
Federal, o atraso na conclusão do primeiro turno de votação da PEC tem
uma razão: “Muitos não querem votar porque não querem uma polícia de
qualidade”.
Do outro lado, deputados governistas pediam mais
tempo para discutir a
PEC. “Uma coisa dessa complexidade não pode ser resolvida dessa
maneira, a toque de caixa... Quem quiser resolver de qualquer maneira,
não vai resolver”, afirmou o deputado José Genoino (PT-SP). “Não se pode
botar fogo numa situação explosiva”, reforçou.
Para o deputado Silvio Costa (PTB-PE), a PEC 300 é
inconstitucional e
“não aguenta dois minutos no Poder Judiciário”. Ressaltando ter votado a
favor do mérito da proposta, ele argumentou que matérias de segurança
pública são obrigações dos estados. “É o governador quem paga o salários
dos militares. O pernambucano chegou a classificar a votação da matéria
como “apoteose do nada”. “Estamos enrolando esses homens e mulheres.”
» 1 Comentario
1"Vamos fazer pressão" em 06 de March de 2010 22:02
Senhores Deputados, estamos acompanhando de perto a PEC 300, e fiquem sabendo, todos que estão atrapalhando e trabalhando contra o sonho de milhares de Policiais Militares, Civis e Bombeiros, além de seus familiares no Brasil todo, nossa resposta será nas urnas nas próximas eleições. Mostraremos nossa GRANDE força.
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